5/5 (1) Requisitos de Software: um problema crítico em projetos

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O levantamento de requisitos é uma fase crítica de um projeto de software
O levantamento de requisitos é uma fase crítica de um projeto de software

Qual a real importância dos requisitos de software? O correto levantamento e entendimento das necessidades do cliente ou Product Owner é uma atividade que certamente pode comprometer a entrega de um projeto de software.  Entenda melhor como a  Gestão de Requisitos pode ajudar equipes de desenvolvimento a garantir o sucesso de um sistema.

 Você é um redator de uma pequena equipe de publicidade? Ou então é um arquiteto e urbanista? Talvez um artesão ou artista plástico? Não importa, se você tem um cliente (seja sua mãe ou uma multinacional) você uma hora ou outra vai ter que tratar com os conflitos de expectativa.

Quando se trabalha com engenharia de software, principalmente nas disciplinas que norteiam o desenvolvimento, evolução e manutenção de um produto, uma das barreiras mais difíceis de serem superadas é justamente essa, a divergência entre as expectativas que cada um dos atores de todo o ciclo.

Entendimento do Escopo e dos Requisitos de Software
Entendimento do Escopo e dos Requisitos de Software é um processo fundamental da Engenharia de Software, e pode definir o sucesso ou fracasso de um projeto.

O usuário final espera que você lhe entregue um carro potente, bonito e confortável. O patrocinador deixa claro que este automóvel não deve ultrapassar o budget combinado. Já o marketing da empresa quer que além de potente, bonito, confortável e barato. O carro tem que ter um apelo familiar para que seja possível abocanhar o mercado.  Acredito, isso não é nem a metade dos problemas com as expectativas.

As exigências, requisitos, restrições e premissas dadas pela primeira ponta do tripé são já esperadas e de certa forma sempre aceitáveis (justificáveis nem sempre). As coisas começam a ficar tormentosas quando o analista apresenta ao PM o primeiro artefato contendo o design de negócio proposto, surgem então os primeiros desvios. O analista quase louco, completamente entupido de café negocia feature a feature com o usuário, patrocinador, marketing e a dona Jandira, a senhora que faz o café na empresa. Dias de suor frio, ansiedade e insônia. Protótipos de interface elaborados são criados sob medida aos requisitos coletados. Diagramas de caso de uso alterados, deletados ou perdido no meio do desktop são incontáveis.

Aleluia: o PM aprovou o esboço, agora é só correr e especificar, depois disso o arquiteto faz o design da aplicação, o carinha do banco faz o modelo do schema, e os coders fazem a mágica final acontecer. Pára, pára, pára tudo! O arquiteto não gostou da solução e inviabilizou tecnicamente um a cada três dos requisitos. Começa tudo de novo!

Dilbert nos ensina: Requisitos são fundamentais!

Tinha de Dilbert: A definição e o entendimento do escopo de negócio e dos requisitos de software nem sempre são entendidos ou respeitados
Tinha de Dilbert. A definição e o entendimento do escopo de negócio e dos requisitos de software nem sempre são entendidos ou respeitados.

Novamente o ciclo de reuniões, visitas, discussões, especificações e choro livre toma conta da vida do analista. O projeto deveria ser concluído em seis meses, nove se passaram e criança nenhuma ainda veio ao mundo!

Depois de uma maratona de tentativas o nosso querido amigo arquiteto aprova com louvor o que foi proposto. A arquitetura é feita, o banco desenhado, os desenvolvedores fazem milagre pra codificar oitenta linhas por minuto. Finalmente o projeto está pronto.

Chega o dia da entrega, o tão esperado momento de glória que toda a equipe espera, é o momento onde o famoso churrasco prometido pelo PM vai ser finalmente consagrado!

O cliente abre a porta, olha um pouco em torno a si, olha para os presentes e diz:

“ – Espetacular! Olhe as curvas, os detalhes, e essa cor então é a cereja do bolo.”. Nesse momento ninguém mais consegue segurar o sorriso que tenta escapar pelo canto da boca. Estão todos orgulhosos do trabalho feito e das madrugadas não dormidas, então o cliente conclui:

“ – Mas, é uma bicicleta!”.

 

 

Sobre o autor:

Chico Alff é o nome da persona de batalha de Francilvio Roberto Alff.
Paranaense apaixonado por São Paulo, possui formação em Engenharia de Software, Análise e Desenvolvimento de Sistemas para Internet, História e Língua italialana e recentemente Engenharia Civil. Frequentou os bancos acadêmicos tanto no Brasil quando na Itália, precisamente na Università degli Studi di Verona.
Trabalha com  desenvolvimento de software desde 2010, tendo lançado âncora no mar da Análise de Requisitos, Análise de Negócios e Gerenciamento de Projetos, com experiência em projetos para a administração pública, sistemas de ERP, contábil e fiscal.
Atualmente trabalha com consultoria e desenvolvimento de projetos ad hoc na sua pequena cria do coração, a Walküre Smart, e mantém o portal AnálisedeRequisitos.com.br como paixão.

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Chico Alff é o nome da persona de batalha de Francilvio Roberto Alff. Paranaense apaixonado por São Paulo, possui formação em Engenharia de Software, Análise e Desenvolvimento de Sistemas para Internet, História e Língua italialana e recentemente Engenharia Civil. Frequentou os bancos acadêmicos tanto no Brasil quando na Itália, precisamente na Università degli Studi di Verona. Trabalha com  desenvolvimento de software desde 2010, tendo lançado âncora no mar da Análise de Requisitos, Análise de Negócios e Gerenciamento de Projetos, com experiência em projetos para a administração pública, sistemas de ERP, contábil e fiscal. Atualmente trabalha com consultoria e desenvolvimento de projetos ad hoc na sua pequena cria do coração, a Walküre Smart, e mantém o portal AnálisedeRequisitos.com.br como paixão.